terça-feira, 23 de agosto de 2011

PÊNIS - O TAMANHO FAZ A DIFERENÇA?



A educação sexual é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.

O mundo contemporâneo chegou trazendo consigo a importância da aparência física como sendo prioridade na vida do ser humano. Criando a partir dai o perfil da beleza reforçando o sentimento de obsessão em ser belo e saudável. A evolução da medicina disponibiliza recursos em prol desses resultados, como cirurgia plástica, lentes de contato, implantes dentários e cabelos, entre outros. São buscas rápidas e fáceis utilizadas para atingir a beleza desejada.



Na antiguidade o pênis grande era considerado cômico, por isso ao observar a arte grega antiga constatam-se as genitálias sempre de tamanhos diminuídos. Alguns estudos destacam que o tamanho do pênis tinha haver com a bestialidade ou animalidade do ser humano. No período renascentista tinha de ser significativamente menor que o usual, cuidando para que não se destacassem, nas artes. Ao longo do tempo,em estudos realizados observou-se um aumento gradativo do tamanho do pênis sendo costatado esse ocorrido a partir da mudança de estatura do ser humano. O tamanho do pênis na história do desenvolvimento humano é de grande importância. Acredita-se que o tamanho define a masculinidade, levando alguns a pensar que a medida e expessura são os que proporcionam a satisfação sexual. O pênis humano é o mais longo e grosso que qualquer outro primata (gorilas), e também quando comparados ao resto do corpo. A indústria percebendo a vasta possibilidade de investimento com valioso retorno, concretiza de formas variadas a realização o aumento peniano.
A medição do pênis deve ocorrer quando em estado de ereção. Alguns homens exageram ou são até incapazes emocionalmente de confrontar esse momento. Deve levar em conta que não existe um conceito padrão de medidas. Os tamanhos variam de pessoa para pessoa, podendo acontecer de o que é grande para um, ser pequeno ou médio para outro. A medição do comprimento deve ser realizada com o homem em pé. Faz –se a medida do comprimento ao longo da região dorsal (cima) do pênis desde a origem (base) do pênis até a ponta (glande). Usa-se uma fita métrica para se medir a circunferência, sendo realizada em três diferentes locais, abaixo da glande, no meio do corpo do pênis e na base, parte mais grossa.
Muitos são os estudos direcionados à definição do tamanho do pênis humano. Uma das dificuldades em concretizar as pesquisas é que os homens de pequenos pênis sentem-se constrangidos em participar, assim não podendo ser confirmado de forma científica a pesquisa. Um dos ultimos estudos concluiu-se que a medida do pênis ereto em um homem adulto é de 12,0cm(5,08 polegadas), podendo variar a 13,6cm(5,35 polegadas) e 14,9cm (5,9 polegadas), medição realizada pelos pesquisadores.
Em pesquisa realizada pela internet a média foi de 15cm a 16cm (6,3 polegadas).
Nas circunferências o pênis adulto em ereção completa apresenta em média 12,6cm (5,0polegadas), podendo ter um desvio-padrão de 1,3cm (0,5 polegadas).
Em relação ao comprimento de um pênis flácido não é necessariamente proporcional ao tamanho do pênis ereto.
Existem registros de pênis flácidos que têm dimensões inferiores à média que aumentam cinco vezes em seu comprimento e duas vezes em seu diâmetro. O Pênis flácido acima da média pode crescer apenas 50% em seu comprimento quando ereto. Não existe fórmula que defina as dimensões essenciais em ereção. O clima tem grande importância no desenvolvimento do pênis, como também o fator ansiedade, nervosismo, angústia entre outros aspéctos emocionais. É de grande importância também o fator fisiológico. Em estudo realizado, sobre a satisfação com o pênis do parceiro, 93% das mulheres entrevistadas declararam estarem satisfeitas com o tamanho. Em outro onde foi questionado o comprimento e circunferência, 65% das mulheres entrevistadas declararam que a circunferência é mais importante que o comprimento, 32% das mulheres acharam o tamanho do pênis importante e 3% declararam que não importa totalmente com o tamanho.
O homem é o que tem maior preocupação com o tamanho e expessura e consideram extremamente importante uma penetração vaginal profunda para haver uma melhor estimulação sexual gerando um orgasmos satisfatório. A vagina aumenta seu tamanho de 10 a 14 cm quando estimulada, sendo que essa medida varia de mulher para mulher, quando completamente excitada. A vagina se expande em comprimento e largura, ao passo que a região inicial se retrai significando que o pênis irá deslizar sobre ou sob o ponto estreito da vagina proporcionando maior fricção.


 

Mesmo o tamanho variando de pessoa para pessoa, ocorre em alguns homens a insatisfação masculina em relação a definição do tamanho, sendo assim deve buscar receber aconselhamento de um profissional da área que realize o aumento peniano seguindo técnicas científicas comprovadas com resultados favoráveis. É importante ressaltar que o tratamento também deve ser acompanhado por um psicológo clínico cognitivo comportamental.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A INCLUSÃO GERA UMA VIDA MELHOR



A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.

John Dewey


O ser humano tem um eterno desejo de estar inserido num padrão de normalidade, o que acontece é que a cada passo do caminhar nesta direção, a dificuldade persiste. A inclusão somente ocorrerá quando o pensamento coletivo estiver com a mesma direção ao definir o que é normalidade. A mídia imbui através do acesso que possui, reforçando na mente humana que normais são os magros, alegres, belos, sociáveis e os bem sucedidos. Socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que se vive algum tipo de problema. A inclusão é uma inovação que se deu inicio em divulgação e prática aproximadamente uns quinze anos, cujo sentido real tem sido muito distorcido em movimentos polemizados pelos diversos segmentos educacionais e sociais. A constituição garante o direito de inserção do aluno com déficits de toda ordem, permanentes ou temporários, mais graves ou menos severos no ensino regular. Neste contexto a escola tem um papel primordial, que é permitir que as crianças reconheçam a existência do outro, outro este que conviverá por um longo tempo juntos com o objetivo de aprender, compartilhar, socializar em todos os sentidos. Neste contexto que a criança cresce dependendo da sensibilidade dos professores que também trazem para a escola seus traumas, rejeições, angústia e vivem no processo de aprendizagem removendo obstáculos mentais e emocionais com o objetivo de realizar uma forma integra, simples e sincera conseguindo separar suas dificuldades e conflitos internos auxiliando com vigor e integridade na formação do caráter das crianças e adolescentes. O inovar não tem necessariamente o sentido do inusitado. As grandes inovações muita das vezes estão no óbvio, no simples, singelo que sempre é fácil e possível realizar. Tornar compreensível, aos que interessam pela educação e inclusão como direito de todos e dever do estado. Na mente dos professores deve ser trabalhado a importância da diversidade, vontade, jeito, gosto e sabores que são vividos não somente nos déficits, mas também com relação à sexualidade, pois é chegada a hora de uma nova escola para fazer um mundo novo, onde a sensualidade e nobreza do espírito deverão modelar e inspirar a humanidade em um novo modelo de família. O principal objetivo é esclarecer de forma sutil e serena à criança e ao adolescente o quão é saudável conhecer, falar e até mesmo vivenciar sobre a sexualidade. Sexo e sexualidade fazem parte da vida desde o nascimento tendo seu inicio no sentido do prazer de saciar a fome ao amamentar. Ambos são sempre a combinar de desejo e o caminhar com firmeza e com certeza de que sempre se tem reforço interior para seguir em harmonia interna e externa, conduzindo a vida rumo ao conhecimento e assim à felicidade, onde todos têm uma grande importância neste contesto de formar uma sociedade mais consciente e harmoniosa. É importante resgatar a família com integridade, respeitando sua aceitação e entendimento sobre o tema, pois juntos conduzem a formação dos homens e mulheres do futuro. De início pode-se pensar estar andando em uma corda estendida, e o medo surge de forma desesperadora de saber se faz o correto ou não, pois não existe uma cartilha que ensine o ser humano a ser pai e mãe. Mesmo estando andando em uma corda estendida é importante pensar que abaixo dela não existe um abismo, mas sim piso forte e firme no qual o conhecimento conduz de forma sutil, polida e serena a vida. Toda criança e adolescente precisam aprender e não marcar passo. A vida escolar deve ser organizada e vista de forma mais prazerosa tanto pela família quanto pela organização escolar. O priorizar a qualidade do ensino regular é um desafio constante do setor governamental e dos educadores. Mudando a escola, muda as crianças e os adolescentes e assim refletem a mudança na família, na sociedade como um todo. O ensino especializado ensina e vivencia o que outros não sabem. A mudança escolar ocorre no enfrentamento de dificuldades e muito trabalho garantindo um espaço para que ocorra cooperação, diálogo, solidariedade, criatividade, estimulando, formando continuamente e valorizando sempre o conhecimento em forma de socialização.
O estimulo deve ser dado às escolas para realizarem projetos políticos pedagógicos, diagnosticando as demanda, verificando com os alunos e através da observação dos educadores onde existe a real necessidade de se falar sobre sexo e sexualidade e sobre a inclusão. Conhecer a família e como vivem é de grande importância neste processo, resgatando as crianças e adolescentes que estão à margem do conhecimento. Precisa iniciar com a  integração entre áreas do conhecimento e a concepção de novas propostas colocando as disciplinas acadêmicas como meio e não fins em si mesmos. Partindo do respeito à realidade do aluno, com suas experiências de vida cotidiana, chegando ai na sistematização do saber. Mesmo sendo moradores da mesma comunidade, as experiências variam de pessoa para pessoa. Isso não faz com que a inclusão seja individualizada e sim busque através de cada vivência elaborar um projeto onde todos irão trabalhar de forma direcionada e assertiva. É necessário despertar na mente humana a importância de se viver em inclusão respeitando as diferenças, caminhando por caminhos diferentes, tendo em vista o mesmo norte, com metas eficazes em busca do sucesso, independentemente do nível de desempenho de cada um. O sentido desse caminhar não é a aceitação passiva das possibilidades de cada um, mas o de serem receptivos a mudanças satisfatórias gerando formações de crianças e adolescente mais estruturados, desenvolvendo um futuro mais feliz embasado sempre no conhecimento. Sempre se vive no social e assim uns precisam dos outros sempre...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Libido verso Desejo


"Ninguém faz bem o que faz contra a vontade, mesmo que seja bom o que faz."

Santo Agostinho


Libido, força ou energia psíquica que o sujeito tem como forma de gerir seu desenvolvimento pessoal. Sendo caracterizado como desejo ou desejo ardente, utilizado para realizar algum trabalho ou atividade, com grande importância para manter o instinto de vida. Mantendo assim sua individuação que é o processo por meio do qual o ser humano torna-se consciente de sua individualidade, evoluindo de seu estado infantil de identificação para o estágio de maior diferenciação, implicando na ampliação da consciência onde articula de forma bem harmoniosa suas partes, encontrando suas orientações que provêm de Si - mesmo formando sua personalidade com condutas e orientações. No comportamento sexual, a libido ocupa a fase apetitiva em que o ser humano acessa seu parceiro em potencial através dos desenvolvimentos dos padrões. O ser humano está em constante busca de prazer por serem todos imbuídos de desejos. O comportamento sexual é governado e direcionado através da força do desejo, onde a libido pode ser afetada por variados motivos podendo ser de ordem psicológica ou emocional. Não tem como determinar a quantidade normal ou não normal porque cada um lida de forma diferente ocorrendo à oscilação para menor ou maior intensidade. Em alguns casos podem ocorrer uma insatisfação pessoal com a queda da libido demonstrando que algo não está bem direcionado ou elaborado de forma satisfatória. Hábitos saudáveis e comportamentos têm grande importância na liberação da libido. Geralmente em primeiro momento a queda da libido é observada na falta de desejo ou insatisfação sexual, lembrando que pode estar relacionado com a vivência, através das experiências e valores de cada ser humano. Em alguns casos ocorre apenas um sabotar do desejo sexual. A saúde mental deve ser analisada. A auto estima pode ser melhorada através do autoconhecimento. É importante respeitar os próprios desejos, sem culpa, aumentando a satisfação sexual. Sigmund Freud em seus estudos constatou que o ser humano apresenta fontes de energias separadamente em cada um de seus instintos gerais que ocorre através de sua produção no aumento ou diminuição gerando distribuições e deslocamentos.


Na obra – “Em Psicologia de Grupo e Análise de Ego (1921)”, define a libido como sendo a energia que tem a ver com tudo o que pode ser compilado com o amor. Não estando relacionada apenas com a sexualidade, mas sim em todas as áreas da vida, como em atividades culturais ocorrendo o desvio de instintos sexuais para outros fins ou objetivos mais elevados. A libido apresenta características importantes como à qualidade ou propriedade, podendo ter uma inconstância onde pode necessitar de uma sustentação do outro, tendo um papel central, pois a libido é o impulso vital para preservar a espécie humana.

quarta-feira, 13 de julho de 2011




Prefeitura de Três Corações
     Terra do Rei Pelé




  Secretaria Municipal de Saúde


PsiBEC
Psicoterapia para o Bem Estar
da Criança e Adolescente


Palestras para Profissionais de Saúde

A Importância da Morte – TANATOLOGIA

"Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão."

(Autor desconhecido)

Por muito tempo a definição de morte foi ligada ao funcionamento do coração e conseqüentemente o parar da respiração. A tecnologia desenvolveu-se através dos séculos fazendo surgir a partir daí medicamentos e máquinas que são capazes de restaurar a vida após uma parada. No inicio do século morria-se em casa ao lado de familiares e amigos próximos, mas a partir da metade do século a morte encontrou seu lugar nos hospitais e muita das vezes longe dos entes queridos e amigos. Busca-se nos dias de hoje vivenciar uma nova fase de vida trazendo ao ser humano novamente a oportunidade de se desvincular deste mundo sendo respeitado e estando com quem se ama. Está ai a clara tendência de voltar os procedimentos do início do século que é o ficar sob os cuidados especiais junto aos familiares e amigos, diminuindo a dor e propiciando dignidade e melhores cuidados psicológicos ao moribundo. Sendo assim a Secretaria Municipal de Saúde(Luzia Joelma da Silva Caetano- Secretária de Saúde) em parceria com o PsiBEC- Psicoterapia para o Bem Estar da Criança e Adolescente (Cristina Maria Lopes de Almeida Reis – Psicóloga), deram início a realização de palestras junto às agentes de saúde dos PSFs do município de Três Corações com o objetivo de esclarecer sobre TANATOLOGIA que é a ciência que estuda a morte, conscientizando que é um dos maiores enigmas da existência humana, onde se conhece a morte somente mediante o processo de morrer dos outros, cujas vivências serão acessíveis em sua real dimensão. A morte mesmo sendo um fenômeno da vida, sempre despertou um grande temor ao ser humano, e um grande sentimento de dificuldade de se lidar com a finitude do Ser, se tornando um acontecimento de grande medo.
A finitude da vida possui sempre duas representatividades; a morte física, de um corpo; e a morte social, de uma pessoa.
A morte sempre causa dor e solidão para os que ficam, portanto, é apenas a destruição de um estado físico e biológico, mas é também o fim de um ser com relação com o outro. Surge a partir daí um vazio por ela deixado não atingindo somente as pessoas que conviviam com quem morreu, mas também a toda rede social.
Os trabalhadores da área de saúde são os mais suscetíveis para conviver com a morte, tanto nos ambientes hospitalares, postos de saúdes, PSFs junto aos familiares, que pode acarretar um sentimento de fracasso e impotência onde o profissional de saúde fica exposto a diversas sensações não muito agradáveis por se comprometer com esse momento desconhecido em sua essência, ou seja, o momento da morte.
O prolongamento da dor da perda de um ente querido é muito comum trazer conseqüências drásticas para qualquer individuo que vive o luto, gerando os estágios de choque, negação, ambivalência, revolta, negociação e depressão. Reações estas que podem variar desde uma apatia completa até a super atividade, gerando a incapacidade de aceitar uma realidade iminente, onde a sujeito pode reagir com isolamento, ficando calado, reflexivo e apático. Tratando-se de um mecanismo de defesa que é usado para lidar com as responsabilidades diárias da vida, para ganhar tempo, assimilando gradativamente a perda ocorrida. O ser humano nunca se sente preparado para o desconhecido.
Apesar do sofrimento, é importante tentar compreender a dinâmica do ciclo da vida e perceber que a morte desempenha o seu papel na sociedade, renovando, dando lugar e espaço para novas vidas. Obviamente cada ser é único e ímpar em todos os aspectos da vida e, por mais que sejam substituídos em certas ações operacionais, jamais serão substituídos em suas realizações e empreendimentos. Os relacionamentos acontecem porque os seres são inteligentes e dotados de sentimentos e capacidades diversas. Não existiria a planta se não houvesse a morte da semente, não existe o embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboletas sem a morte da lagarta. A morte nada mais é do que o inicio de uma nova fase e existência, com uma linha tênue entre o Ser e o deixar de Ser.




domingo, 3 de julho de 2011

FOBIA / MEDO




"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)



A palavra fobia é um termo tão citado e nem sempre bem interpretado. Derivada de Phobos, termo usado para designar a deusa grega do medo.
A fobia é um aumento da ansiedade que culmina na limitação das ações do indivíduo que deveriam ser executadas normalmente e que acabam conturbando os pensamentos e atitudes causando mal estar, dificultando o viver.
Os medos fóbicos são os que deslocam o conteúdo inconsciente para o medo consciente. Sabe-se que através de um simples pensamento a fobia pode surgir com diversos sintomas que podem se apresentar como forte palpitação, taquicardia e arritmias cardíacas, que são percepções dos batimentos cardíacos, normalmente acompanhados de desconforto e sensações de que tudo está irregular, não só na percepção do coração, mas em todo o corpo.
O medo se transforma em um sentimento irracional até mesmo incontrolável.



São diversas as características clínicas da fobia. Como já dissemos as crises de ansiedade extrema, que ocorrem quando o indivíduo está exposto a objeto ou situações indesejáveis, é uma das formas de percepção da fobia. Pode cursar ainda com eritrodermia que consiste no rubor intenso da face acompanhado ou não de prurido e descamações. Pode também trazer uma impressão de desmaio, medo de morrer, matar alguém, um grande descontrole com o sentimento do enlouquecer, situação tão intensa que se generaliza transformando-se em pânico e até em depressão.
A fobia não tratada pode levar o indivíduo à dependência do álcool e drogas.
Uma das formas de detectar a fobia é observar se o medo persiste perante um animal, objeto ou situação. Deve-se observar se a ansiedade aumenta quando mesmo evitando as situações nas quais aparece o temor o sujeito se sente impedindo de seguir normalmente as atividades corriqueiras.
Temer é uma reação natural do cérebro para que o indivíduo possa se proteger de situações de risco que ocorrem na vida quando diante de um perigo real.
Se o medo acontece ao se realizar alguma atividade que não envolve risco notório e que o individuo já a tenha realizado em outros momentos pode-se estar presenciando um quadro fóbico.
Pode-se usar a técnica de imaginar uma situação onde se reviva o desconforto de modo a buscar mais dados acerca do quadro fóbico ajudando o sujeito a vencê-lo. Em tais circunstâncias devem ser observadas as sensações vivenciadas.
Se após o exercício houver incomodo, e desconforto emocional dificultando a realização das atividades diárias, há indicação de procurar ajuda profissional para auxiliar na resolução das dificuldades por intermédio de mecanismos mais efetivos e com resultados mais duradouros respeitando outros aspectos que possam estar envolvidos.
O ideal é lidar com a fobia tendo um auxílio da terapia cognitivo comportamental. Durante a terapia, interpreta-se a situação fóbica analisando o ambiente, pensamentos, alterações de humor, reações físicas e comportamentais.

“O que perturba o ser humano não são os fatos, mas sim a interpretação que ele faz dos fatos.” Epitetus-Sec.I

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A HUMANIDADE VIVE EM NORMOSE


Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único.
Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia...
                                          (Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei)





Diante do estar vivo, o tempo corre seu fluxo natural e o ser humano com seus desejos em viver com harmonia e realizações. Dá-se inicio a uma fase doentia apática surgindo o que se nomeia de normose, termo criado por Jean Yves Leloup (pensador Frances, de grande importância no mundo contemporâneo).
Observando a história do mundo percebe-se que de tempos em tempos a humanidade vivencia pestes diversas. A atual é a apatia que acontece não só relacionada aos fatos do mundo mas também nos lares. Fatos que precisam ser questionados elaborados e mudados. Como lidar com as mudanças conduzidas pelo mundo.
O comportamento moderno intensamente hostil e destrutivo, incutido sutilmente nas atitudes cotidianas do ser humano de forma intensa através do que a mídia diz que se deve usar, fazer e ser.
A normose está presente em diversos lares, reforçando um dito popular (tapar o Sol com a peneira), fugir do real, do concreto, através dos comportamentos nocivos, levando o indivíduo a agir de forma ilusória onde acredita serem normais as atitudes e comportamentos que desempenham no cotidiano.
Assistir conflitos existentes nos familiares próximos sem nada fazer, podendo até existir uma reivindicação interna de mudança, mas mantém-se somente a repetição do mesmo discurso, ao invés de curar o mal buscando mudança.
Ver quais são as reais necessidades passivas de mudanças, que transformará a vida não só do indivíduo com conflito, mas de toda a família.
É preciso coragem para sair do comodismo generalizado que acaba inibindo o desejo do bom senso, esperando sempre que o outro melhore sem nada se fazer para que isso ocorra. A normose está ai avassalando tudo e todos. A mídia tem uma grande influencia desenvolvendo maus hábitos e até mesmo em alguns momentos corrompendo através de valores sociais não reais. O mundo fica sendo somente superficialidades transformando os indivíduos em seres sem referência social.
Surge a partir daí um vazio intenso, onde a vida é levada sem sentido, crescendo cada vez mais o consumismo que jamais irá suprir o vazio criado, levando a desencadear a auto-depriciação e o querer o que não precisa.
A normose está na cultura, na sexualidade, na escolha da profissão, nos relacionamentos. Para se libertar da normose o indivíduo precisa ser ele mesmo. Original, sem buscar para si as ilusões e desejos que o mundo lhe oferece. Precisa buscar resoluções para resgatar a liberdade real do Ser, sem promiscuidade, sem medo, com paz e sentido de realização. Sair da inércia, buscando valores sólidos e conscientes, mesmo com dificuldades, destacando sua sabedoria interior, sua ética, sua moral, mudando esse comportamento de normose que serve somente para tirar-lhe a liberdade de Ser Livre.

sábado, 28 de maio de 2011

SÍNDROME DO CUIDADOR





Paciente Oculto

Paciente oculto é todo cuidador de pacientes crônicos que sofrem diversas patologias que são instaladas devido ao trabalho que o cuidado despende.
Inúmeros artigos tratam a temática da sobrecarga a que os cuidadores profissionais são submetidos, mas poucos se referem ao cuidador domiciliar que é o denominado “Paciente Oculto”, não existindo no sistema de saúde vigente, até o presente momento uma abordagem específica para o “Paciente oculto”. Há uma ausência de programas de assistências a eles direcionadas.
O “Paciente Oculto” desenvolve o que denomino “Síndrome do Cuidador”. A Síndrome do cuidador consiste no conjunto de sinais e sintomas desencadeados devido ao trabalho de fornecer cuidado a um doente crônico, sendo que tais sintomas são de cunho psíquico.
Quando um membro da família fica debilitado, pessoa portadora de AVC, idoso, portadores de doenças degenerativas  (doença que causa alteração do funcionamento do corpo),  a capacidade de auto-cuidado, de cuidar de si mesmo, de tomar banho, comer e ir ao banheiro ficam comprometidos, essa pessoa passa a necessitar de cuidados externos fornecidos por alguém.
Neste momento é comum que um dos membros familiares se encarregue de dar o suporte necessário ao doente com o objetivo de lhe proporcionar dignidade.
Este processo tem tempo indeterminado, e pode durar meses em caso de uma cura demorada ou ainda nunca ocorrer, como em casos de algumas patologias degenerativas. E, despender tal cuidado faz com que o familiar fique cansado, sendo terreno fértil para desencadear transtornos psíquicos, surgindo assim a “Síndrome do Cuidador”.
No desempenho diário de cuidar de um doente, faz-se necessário elaborar uma nova rotina, uma série de mudanças pessoais que afetam a vida do cuidador diretamente.
No início existe uma dedicação maior onde o cuidador acredita na melhora do doente a qualquer momento, independente de qual seja seu vinculo familiar. Com o passar do tempo surge no cuidador à frustração, pois sua dedicação não mostra melhora no doente, desencadeando então um impacto negativo de seus cuidados prestados dificultando uma adaptação integrada no processo do cuidador com o doente.
O “Paciente Oculto” desenvolve a partir daí a “Síndrome do Cuidador”, dando inicio a diversas variáveis como cansaço físico e mental, aumentando seus problemas sociais (problemas de relações humanas), dificultando o convívio no lar, diminuição na relação sexual, perda de apetite (diminuição do peso ou compulsão alimentar), sonos agitados (privação do sono destrói os mecanismos cerebrais que controlam as respostas emocionais aos fatores de estresse), cefaléia (dores de cabeça com freqüência, dores faciais) irritabilidade (reações as excitações externas), desencadeando estresse (pode ser definido como soma de respostas físicas e mentais causadas por estímulos externos), a ansiedade (de certa forma está interligada com a palavra medo) e depressão (conjunto de alterações comportamentais, emocionais e pensamento, tais como afastamento do convívio social, perda de interesse em atividades do dia a dia), dor precordial e dispnéia (dores no peito com falta de ar), sudorese abundante (transpiração aumentada) e em alguns casos ocorre a síndrome do pânico (enfermidade caracterizada por crises inesperadas de medo e desespero).
Ao detectar um desses sintomas o “Paciente Oculto” (cuidador) deve procurar ajuda médica e psicológica, para que consiga reeducar sua forma de pensar, organizando seu dia, de forma a cuidar do doente e também de si mesmo.



O “Paciente Oculto”, para admitir a necessidade da ajuda de um profissional precisa de coragem para admitir que precise de auxílio. A partir daí será mostrado ao “Paciente Oculto” a melhor forma de lidar emocionalmente e fisicamente com o doente. As diretrizes propostas são normas que orientam como deve ser efetuada a intervenção do profissional de modo a oferecer suporte indicando medidas para diminuição a sobrecarga do “Paciente Oculto” e conseqüentemente propiciando uma melhora em sua qualidade de vida, curando-o da “Síndrome do Cuidador”.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CATEGORIAS DE PAIS

Pais e mães desejam sempre o melhor para seus filhos, mas ambos vêem de famílias, cultura e educação diferentes.
O casal trás consigo situações emocionais que adquiriram no meio familiar e que influenciam por toda a vida. É através desta forma emocional que acontece a educação dos filhos lembrando que todos são formados de valores negativos e positivos.
Muitos são os estudos realizados das diferentes formas de exercer a paternidade no seio familiar. Uma das conclusões é que existem quatro tipos de pais.


 
Os permissivos – geralmente são os que exercem uma rotina de trabalho exaustiva, acreditando que assim darão uma vida boa e feliz aos filhos. Ficando muito tempo fora de casa e tentando suprir esta falta compensando os filhos com excesso de mimos, não existindo o desejo de fornecer nos momentos necessários o limite. Este comportamento é gerador muita das vezes de um adulto que vive nos extremos, excesso ou falta de auto estima, com dificuldades em lidar com o social não respeitando o outro.
Os pais dessa categoria devem trabalhar a culpa por não estar com os filhos todo o tempo.



Os Autoritários - Vivem uma rigidez emocional interna intensa, tentando transferir aos filhos a mão de ferro que dita as regras e normas da rotina, não respeitando quem é e como é o outro que está sob sua responsabilidade. Os filhos tendem a ser submissos, temendo a poderosa figura que as podam até mesmo em momentos de lazer. Podendo tornar-se adultos agressivos, brigando na escola, trânsito, trabalho e com os que convive no social.
Esses pais devem reeducar – se para que possam dialogar com o s filhos, abrindo também espaço para que eles possam também se expressar.



Os Negligentes – São considerados um problemão, não corrigem comportamentos inadequados. Mesmo quando estão em casa com a família se portam ausentemente, ou seja, fazem de tudo menos interagir com os membros familiares. Enxergam as necessidades materiais dos filhos, mas a falta de afeto existente não vê. Formam assim adultos que não se sentem ser amados, ocorrendo na maioria das vezes o desencadear do distúrbio de ansiedade, depressão, criando dificuldade em estabelecer contato com o outro.
Essa categoria de pais deve criar uma rotina para as crianças e dos adolescentes onde todos participarão mais efetivamente, conversando sobre amigos da escola, o que esperam realmente aprender no decorrer da infância e adolescência. Em suma mostrar-se mais participativos fisicamente e emocionalmente.



Os Participativos – sabem estipular regra e normas explicando-as de forma simples e com sensatez, transmitindo valores, ouvindo os filhos e suas idéias, abrindo espaço para negociação, ensinando atitudes de responsabilidades e respeito, não somente com o outro, mas consigo mesmo. Formam adultos que geralmente teem facilidades de fazer amizades, lidam bem com as diferenças, são afetuosos e verdadeiros em suas opiniões.
Os pais participativos necessitam mostrar aos filhos o quanto gostam deles através de seus comportamentos afetivos e objetivos.
Embora não exista uma cartilha que ensine como educar os filhos, é necessário uma maior participação, atuando com carinho, limite, obedecendo a normas e regras sendo capaz de demonstrar afeto, envolvimento, cumplicidade e comprometimento, para um desenvolvimento equilibrado, satisfatório e quando em fase adulta saberá transmitir aos filhos e ao meio social que vive a serenidade e paz interior que desenvolveu no decorrer da vida infantil e adolescente junto aos pais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Publicação: Folha do Sul I

Folha do Sul
Três Corações / Varginha
11/04/2011
Página 09


Publicação: Folha do Sul

Folha do Sul
Três Corações / Varginha
10/04/2011
Página 02

domingo, 10 de abril de 2011

Síndrome do Pensamento Acelerado - SPA



EQUILIBRAR-SE, SE FAZ NECESSÁRIO

A cada dia são detectados tipos diferentes de síndromes, tudo isso porque a sociedade vive um mundo onde todos são bombardeados com informações de todos os tipos e formas em frações de segundos. Com tantas conecções realizadas ao mesmo tempo forçando o cérebro a trabalhar de forma não muito saudável, fazendo com que o ser humano sinta que deve ser imediatista e com pressa de concretizar tudo o que faz.
Criando assim uma correria desenfreada em todo lugar que vai, como escola, academia de ginástica, trabalho, trânsito desesperando em realizar suas atividades.
Os sentidos que são naturais no desenvolvimento humano, com tanta pressa vão perdendo suas funções e todos passam a viver somente muitos ruídos e agitação que leva todos ao desgaste e pior à desmotivação de que forma deve-se viver.
A síndrome gera sintomas variados como fadiga, sono alterado, dificuldades em concentração, déficit de memória, flutuação de humor entre outras pode também criar sintomas que mascaram outras doenças.
Na vida turbulenta do novo século, as pessoas pensam com mais rapidez, descontroladamente, com uma grande variedade diferente de pensamentos.
Esta forma de imediatismo, com pensamentos mais velozes causa ao cérebro uma grande tensão psíquica que muita das vezes não consegue responder aos variados comandos que recebe em frações de segundos.
Quando a irritação ocorre por motivos simples; não consegue relaxar durante o dia ou até mesmo dorme mal, observe, pois pode estar sofrendo da Síndrome do Pensamento Acelerado.
Considerada o mal da modernidade.
Os portadores da Síndrome vivem em constante luta para realizar suas conquistas, e quando a alcançam perdem o prazer e o estímulo de festejar a vitória. Deixam de desfrutar o prazer de realização, perdendo a emoção contemplativa e estável de realização.
Tudo parece acontecer de forma sutil, mas são muitas as pressões exercidas pelo social no decorrer do cotidiano, no trabalho e na escola. O fator que agrava a síndrome é que as informações são recebidas desordenadamente, sem que a pessoa consiga focar uma mensagem de cada vez. Dificultando assim o armazenamento no cérebro. Podendo surgir doenças como hiperatividade, baixa de auto estima, desmotivação no cotidiano entre outras.
A única forma de se proteger contra essa síndrome é aprender a selecionar as informações que são prioridades, gerenciando a forma de como irá usufruir da diversidade recebida e qual a importância que a mesma tem na vida.

SINTOMAS:

Insatisfação com a própria vida, irritabilidade, dificuldades em concentrar-se, dificuldade em concentrar-se, déficit de memória, sono alterado, fadiga excessiva, falta de estímulos na vida diária, causando a sensação de vazio, com sentimento de menos valia.



CAUSAS:

Excesso de informações no decorrer do dia, que são considerados naturais na modernidade. Preocupações associadas nas exigências sociais, a busca intensa de realização na atividade profissional.
Assim ocorre o cansaço físico exagerado e inexplicável.
O pensamento excessivo e descontrolado realiza a diminuição de energia distribuída pelo córtex cerebral que é o responsável por manter a energia na musculatura corporal desencadeando assim uma fadiga física.


TRATAMENTO:

O tratamento não é somente a busca da cura, mas principalmente o desejo de mudança do estilo de vida restaurando e reestruturando a forma que confrontação diante da vida.
Inicia-se então a fase de treinamento de cognição e comportamento para desacelerar os pensamentos, selecionando e organizando as prioridades a serem realizadas nas atividades do dia a dia.
Estando mais estável em seus sentimentos e realizações, dá-se o inicio do processo de observar as informações e acontecimentos.

Não existe fórmula milagrosa, o passado e fatos ocorridos não têm como serem mudados, mas a leitura dos mesmos pode ser reestruturada.




A busca da vida saudável deve ser contínua de forma serena, trazendo a temperança (virtude que significa equilíbrio, colocar limites, assegurar o domínio da vontade),  realizando a partir daí a concretização do sentimento de felicidade.

domingo, 20 de março de 2011

CÉREBRO RITMO DE GERAÇÃO SAÚDE



O mundo vive hoje a geração movimento onde o exercício físico é de grande importância.
Mexer o corpo, trabalhar os músculos, liberar hormônios, sentir prazer. Tudo ligado ao exercício físico, com a intenção de ter saúde, viver mais e melhor.
A prática faz com que a pessoa reforce a musculatura, o sistema vascular e aprimorando habilidades atléticas, podendo também ter como objetivo perder peso e até mesmo a manutenção de algumas partes do corpo.
Alguns médicos e especialistas acreditam que o exercício físico estimula o sistema imunológico ou imunitário (são todos os mecanismos pelos quais o organismo multicelular defende-se de invasores externos que são as bactérias, fungos, protozoários e vírus), sendo importante também para prevenir doenças cardiovasculares, moderar colesterol, obesidade, diabetes tipo 2, depressão e até mesmo melhoram a saúde mental.
O exercício físico hoje faz parte de um moderno estilo de vida, vive-se a geração saúde.
Muitos são os que preocupam apenas com a beleza física, mas é importante lembrar a força da frase do poeta romano Juvenal que diz:


“ Mente Sã, Corpo São”.


A partir daí dar-se-á início há uma nova fase onde pode se iniciar exercícios com o cérebro, que é o caso da neuróbica onde se foge da rotina para aumentar a capacidade do cérebro.
Os exercícios têm como função estimular formação de sinapse aumentando a capacidade cerebral.
A neuróbica foi criado pelo neurocientista americano Larry Katz, que tem como princípio ativar diferentes áreas do cérebro onde as conexões ficarão mais fortes e saudáveis.
Larry Katz em seu livro ( Mantenha seu Cérebro Vivo), explica que as funções mentais podem não resultar da morte de células nervosas e que com a idade pode ocorrer a redução do número de sinapses.
Assim os exercícios têm como função primordial estimular as sinapses, que são as transmissões dos impulsos nervosos entre as células cerebrais.
Existem muitos questionamentos entre a classe médica, mas foi constatado através de pesquisa que os exercícios são de grande eficácia, pois obteve um excelente resultado com os pacientes.
A naeróbica tem como objetivo ajudar o paciente a manter um nivel constante em sua força e flexibilidade mental. Não se faz necessário a realização de baterias de testes.
Estimula-se os cinco sentidos: a visão que habita na retina dos olhos; o tato que habita nos terminais nervosos da pele; o paladar que habita nas papilas gustativas da lingua; o olfato que habita na pituitária , dentro do nariz e a audição que habita na cóclea no ouvido interno.
Através destes meios os seres vivos podem perceber e reconhecer diversas características no meio ambiente e também em outros organismos.
Existem outros sentidos menos discutidos como a cinestesia que é a capacidade de reconhecer e realizar localização espacial, posição, orientação do corpo permitindo o equilíbrio postural mantendo sua base de sustentação reforçando habilidades de atletas e artistas que desenvolvem a coordenação e execução de técnicas, sendo classificado como inteligência emocional, desenvolvida a partir do conjunto de informações recebidas pelos recptores sensoriais que permitem realizar atividades importantes como andar, falar manter-se em pé, entre outras atividades.
Os exercícios tendem a estimular a forma natural do cérebro de pensar, levando-o a formulação de associações diferentes nas atividades do dia a dia como por exemplo vestir-se de olhos fechados, se for destro realizar refeições como canhoto, mudar o trajeto que faz para o trabalho observando os diferents detalhes como prédios, cores, sinais de trânsito, na hora da refeição realizar combinações inusitadas para estimular o paladar, ouvir música de várias categorias, ler assuntos fora de sua área profissional, assistir filmes diferentes, dar bom dia, montar quebra-cabeça, jogar dama, xadrez, andar de costas, movimentar cabeça e braços de forma diferente entre outros.
O principal objetivo é mudar o comportamento rotineiro dando diferentes estimulos ao cérebro estimulando reações emocionais diferentes. Lembrem-se a orientação profissional deve estar presente sempre.


Bons exercícios e boa sorte!

SINDROME DE ACATISIA – INQUIETAÇÃO



Sindrome caracterizada por inquietação, podendo variar o estado entre uma sensação interna inquieta, a necessidade de mover-se desencadeando a incapacidade de deitar-se ou sentar-se tranquilamente.
Tendo uma variação de leve senso de desassossego ou ansiedade manifestando uma impotência em manter-se parado, podendo levar a disforia ( mudança repentina e transitória do estado de ânimo levando a pessoa ao exagero do sentimentos de tristeza, angústia. É o desencadear do mal estar psíquico acompanhado muita das vezes por depressão, melancolia e pessimismo. Existe também o transtorno disfórico pré-menstrual onde são acometida as mulheres no decorrer de suas vidas reprodutivas, levandoa-as muita das vezes ao isolamento social e irritabilidade).
A sindrome pode também incitar trastornos musculares gerando uma sensação de mordedura na parte interna da boca, e enrrigecer e dores no pescoço.
Acaticia que é causada frequentemente pelos neurolépticos ( primeiros remédios desenvolvidos para o tratamento de sintomas positivos de alucinações e delírios caracterizados por ações psicotrópicas agindo com efeitos sedativos e psicomotores. Usados nos tratamentos sintomáticos das psicoses, principalmente na esquizofrenia), foi descrita por Jack Henry Abbot em 1981.
A droga não tem como objetivo deixar os nervos mais calmos e sim atacar o “Eu” pois não é conseguido localizar a origem das dores.
Os músculos da face se agitam e a pessoa da início ao processo de morder o lado de dentro da boca, endurecendo a mandíbula causando dores faciais podendo até mesmo desencadear problemas de ATM (articulação tempro mandibular), fortes dores na coluna vertebral dificultando o movimento do pescoço e cabeça. Aí surge a inquietação, uma ansiedade intensa dominando a falta de alívio até mesmo no respirar.
É importante lembrar que os antipsicóticos não devem ser usados como substitutos de psicoterapia, ambos caminham juntos, sempre devendo procurar um profissional especializado, pois o cuidar do cérebro é uma arte complexa e assim os médicos especializados prescreverão medicamentos e observarão efeitos colaterais, os psicólogos conduzirão a psicoterapia desenvolvendo reforço positivo para a mudança de comportamento.





domingo, 27 de fevereiro de 2011

SURPRESA: Ajuda a aprender mais prazerosamente.


Acontecimentos inesperados ficam gravados de forma mais intensa na memória, graças ao hipocampo que tem como uma de suas funções contribuir para a fixação de conteúdos na memória por estar sempre em busca de estímulos e ser m detector de novidades.



O hipocampo compara as informações sensoriais já memorizadas. Se as informações não coincidem ele envia o sinal de que é algo novo. Isso acontece para que possa lembrar melhor de fatos ocorridos em contexto de novidades. As impressões sensoriais ativam continuamente o processo das sinapses. A dopamina é a substância mensageira de maior importância nesse processo sináptico. Acontece a realimentação entre o mesencéfalo e o hipocampo, que é o que ajuda os seres humanos a descobrir e guardar coisas novas na memória.
Os estímulos da novidade acontecem não somente no momento e sim por um período depois.
“Descobertas científicas apóiam, propostas pedagógicas que valorizam a criatividade, segundo pesquisadores, professores deveriam apresentar novos conteúdos antes de revisar a matéria já ensinada”.
A novidade pode estimular o aprendizado da memória, como também tornar mais saudável, eficiente e agradável o aprender.
Muitos são os professores que fazem o contrário, ao voltar às aulas ficam meses recordando a matéria do ano anterior, causando nos alunos um desanimo de aprender por ver o que já viram antes, não tendo conteúdos surpresa.
Deveriam inverter essa ordem, transmitindo novas informações ensinando algo que ainda não viram e depois repassando as matérias anteriores realizando a atividade de revisão que já estão na memória.
Nos estudos da neurociência da inteligência foi revelado que o funcionamento do cérebro varia de pessoa para pessoa e que cada um tem um jeito específico de assimilar informações.
Todos nascem naturalmente inteligentes, com o desenvolvimento as cognições e o comportamento são assimilados de forma diferentes realizando assim um desenvolvimento maior ou menor da inteligência. Onde é observado que uns desenvolvem melhor um tipo de inteligência do que o outro, podendo um superar o outro em atividades diferentes.
Sendo assim não se tem comprovado como é a aparência de um cérebro ágil, habilidoso e inteligente, se conhece apenas o funcionamento neural. Através dos exames realizados por imagem está sendo tetectado as diferentes estruturas e as diferenças individuais na inteligência.
Pessoas com o mesmo quociente intelectual usam áreas diferentes do cérebro para solucionar o mesmo problema e pesquisa mostra que essa diferença é essencial no desenvolver da inteligência. Acredita-se que em alguns anos poderá revelar a aptidão individual através da imagem.
Estudos são feitos com o objetivo de aprimorar o potencial e capacidade intelectual. São realizados hoje os testes vocacionais que têm como função estabelecer os componentes primários da inteligência, onde ocorre a inclusão dos fatores espaciais, numéricos, verbais e aptidões de raciocínio.
A neuroimagem que faz parte dos estudos da neurociência há cerca de 20 anos permitem a abordagem de diferentes definições de inteligência onde os estudos baseiam nas propriedades físicas do cérebro.
As pessoas mais espertas usam menos energia para solucionar um problema de raciocínio abstrato. Como montar um quebra-cabeça, com a prática o cérebro aprende quais as áreas que são necessárias usar, para melhor desempenho. Sendo assim pesquisadores acreditam que a capacidade intelectual está baseada no fluxo de estímulos recebidos.
A massa cinzenta e branca está diretamente ligada ao quociente intelectual sendo diferentes entre homens e mulheres mostrando haver pelo menos duas arquiteturas diferentes no cérebro, mas produzindo desempenhos equivalentes.
As mulheres que trabalham mais a linguagem apresentam maior massa cinzenta e branca na área frontal, explicando assim o maior quociente intelectual.
Nos homens os bons resultados se relacionam com as áreas frontais, sobretudo as posteriores que são as que integram as informações sensoriais.
As crianças apresentam diferentes desenvolvimentos cerebrais, mas dependendo também do sexo.
As diferenças reforçam que os cérebros são iguais com desenvolvimentos diferentes e os dados sugerem que estágios iniciais de processamento de informação ficam ativos em pessoas mais inteligentes. A inteligência geral não apenas se origina do volume de massa cinzenta como depende também das conexões da massa branca entre as áreas essenciais de massa cinzenta, que deixam as informações fluir mais rapidamente. Tudo acontece das combinações variadas de áreas cerebrais em cada pessoa reforçando as diferenças de um com o outro, onde cada pessoa tem suas vantagens e desvantagens cognitivas dentre várias habilidades mentais, que podem acontecer pelo comportamento em seu desenvolvimento confirmando assim o porque do mesmo resultado de quociente intelectual e cada um segue com perfis diferentes.



















CUIDANDO DA MEMÓRIA


Adotar simples medidas no dia a dia, melhora a capacidade mental.
Hábitos diários determinam o funcionamento do cérebro.
Podendo atrapalhar como também ajudar na memória e na concentração.
A alimentação é um fator de grande importância para um cérebro saudável.
São simples as formas de manter o cérebro em bom funcionamento.

Sorriso Saudável: A higiene está ligada ao bom funcionamento do cérebro, principalmente a bucal, segundo estudo realizado nos Estados Unidos, pela Universidade de West Virgínia, os pacientes que apresentavam dentes e gengivas mais saudáveis e sem infecções graves tinham boa memória.




Lazer, momentos de relaxamento: Separar um tempo do dia para realizar exclusivamente atividades de prazer, podendo ser em simples como assistir um programa que gosta na TV, escutar música, ler, falar ao fone com amigos, passear, cantar entre outras que goste. O importante é desligar seu cérebro dos problemas cotidianos deixando-o receber reforços positivos através de lembranças felizes. Não podendo praticar o lazer, momentos de relaxamento todos os dias, escolha um dia da semana para dedicar a você com ações de prazeres.


Vivenciar noites felizes: Sempre é bom ter noites felizes, com bons sonos  deixando o cérebro organizar e armazenar as  bagunçadas informações que recebeu no decorrer do dia. No sono profundo acontece a fixação da memória onde poderá buscar informações futuras e as encontrará. Para auxiliar em bons sonos, evite alimentos pesados antes de deitar, como também bebida alcoólica, refrigerantes, chá-mate, cafeína, não deixar Tv ligada, fazer um bom escurinho no quarto, se possível tomar um banho antes de deitar para que todo o corpo se relaxe realizando um bom sono e tendo bons sonhos.



Mexa-se, pratique atividade física: O praticar exercício físico resultará em uma vida saudável e uma memória poderosa.
Lembre-se que cada um tem sua característica e são seres diferentes por isso a necessidade de sempre falar com um profissional para realizar um programa personalizado, adaptando ao condicionamento físico, progredindo lentamente.
Manter o corpo em forma, melhora a circulação sanguínea cerebral onde estimula a produção de neurônios. Ocorrendo também a liberação de endorfinas que são os hormônios que propiciam a sensação de bem-estar, tendo ação analgésica exterminando o estresse e as dores de cabeça que são fatores ligados diretamente ao cérebro e a memorização.



Movimentar o cérebro: O movimento é sempre saudável. O parar acumula poeira e cria bichinhos indesejáveis. Sendo assim deve-se manter o cérebro ativo, realizando tarefas simples que auxiliam na conservação da memória mantendo ao longo da vida um cérebro saudável.
Esses fatores são importantes em todas as idades, pois as atividades intelectuais fortalecem a memória, busque sempre aprender atividades novas, colocando o cérebro para trabalhar. Realize atividades diferentes do seu cotidiano, aprenda artesanato, música, idioma entre outros. Sair da rotina é ma excelente opção para agitar a mente, até mesmo arrumar um guarda roupa, gavetas, lavar o carro, andar de bicicleta, fazer diferentes trajetos para o trabalho, fazer cálculos matemáticos de cabeça, mesmo que sejam simples. O importante é estimular o cérebro em atividades diferentes aumentando a capacidade mental.




         Fale sempre com seu médico ou especialista da área!